quarta-feira, 16 de junho de 2010

DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM

DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM

Os distúrbios de linguagem assim como as dificuldades de aprendizagem são conceitos que caminham juntos no processo de desenvolvimento cognitivo da criança, no decorrer deste caminho pais e professores devem estar atentos para não rotular a criança com problemas, mas observar com atenção a qualquer dificuldade que a criança venha à ter no seu dia a dia educativo.

DEFINIÇÃO DE LINGUAGEM E FALA

Linguagem é um código de comunicação que consiste no uso de sinais, signos e símbolos escolhidos para representar os diferentes aspectos deste código, determinados por regras cognitivas dependentes das funções cerebrais adquiridas.

A fala por sua vez é um aspecto da linguagem representado pelo uso de sinais produzidos pela exalação, fonação, articulação e ressonância humana, cuja comunicação se dá por meios acústicos e auditivos.

A linguagem humana pede bases orgânicas íntegras, bom psiquismo do individuo, ambiente social estimulador e inúmeros fatores cognitivo-linguísticos para que se desenvolva.

DISTURBIO MAIS COMUNS

DISLALIA

DISPRAXIA

DISLEXIA

DISCALCULIA

DIGRAFIA

DEFINIÇÃO DE DISLALIA

Dislalia é o transtorno da articulação por funcionamento incorreto dos órgãos periféricos da fala, sem que haja malformações dos mesmos.

Ou seja, é a dificuldade na emissão da fala ocorrendo à troca de fonemas e sons errados, basicamente as dislalias serão de evolução, pois a criança está em desenvolvimento.

As dislalias são muito freqüentes na infância, sobretudo nos primeiros anos escolares onde os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado, logo, com o ensino, desaparecem rapidamente, caso contrário deverá ser considerada como patológicas. Os sintomas da dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas, essa troca de fonemas (sons das letras) pode afetar também a escrita.

CLASSIFICAÇÃO DAS DISLALIAS

As dificuldades na articulação são próprias da constituição, do lugar (meio) e do modo de pronúncia e não do idioma ou da raça. Segundo o ponto de vista fonoaudiológico a dislalia é classificada em: dislalia fonética e dislalia fonológica.

Dislalia fonética: seriam as dislalias de caráter de realização articulatória e seus processos fisiológicos. Uma questão funcional de limitação dos processos articulatórios.

Exemplo: o som da fala materialmente: máquina/ mánica, tomei/ omei

Dislalia fonológica: seriam as de caráter cognitivo-linguísticos e seus processos no estabelecimento de um sistema de sons fonêmicos e na forma apropriada de usá-los dentro de um contexto. Uma questão orgânica.

Exemplo: bem; cem; tem; quem; nem fonemas b, s, t, k, n

CONSIDERAÇÕES RELEVANTES

Nos diagnósticos, durante os anos iniciais escolares, é muito importante que os pais e professores fiquem atentos às dificuldades de comunicação da criança. A dislalia pode ser terminal ou pode evoluir, prejudicando a aprendizagem futura da leitura escrita. Existem outras dificuldades de linguagem oral que estão relacionadas ao emocional, às carências afetivas e também como dentes de leite nascendo, ou caindo, oclusão mandibular, todas fazem oposição nessa fase de aquisição da linguagem.

CONCLUSÃO

DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM

Os distúrbios de linguagem assim como as dificuldades de aprendizagem são conceitos que caminham juntos no processo de desenvolvimento cognitivo da criança, no decorrer deste caminho pais e professores devem estar atentos para não rotular a criança com problemas, mas observar com atenção a qualquer dificuldade que a criança venha à ter no seu dia a dia educativo.

DEFINIÇÃO DE LINGUAGEM E FALA

Linguagem é um código de comunicação que consiste no uso de sinais, signos e símbolos escolhidos para representar os diferentes aspectos deste código, determinados por regras cognitivas dependentes das funções cerebrais adquiridas.

A fala por sua vez é um aspecto da linguagem representado pelo uso de sinais produzidos pela exalação, fonação, articulação e ressonância humana, cuja comunicação se dá por meios acústicos e auditivos.

A linguagem humana pede bases orgânicas íntegras, bom psiquismo do individuo, ambiente social estimulador e inúmeros fatores cognitivo-linguísticos para que se desenvolva.

DISTURBIO MAIS COMUNS

DISLALIA

DISPRAXIA

DISLEXIA

DISCALCULIA

DIGRAFIA

DEFINIÇÃO DE DISLALIA

Dislalia é o transtorno da articulação por funcionamento incorreto dos órgãos periféricos da fala, sem que haja malformações dos mesmos.

Ou seja, é a dificuldade na emissão da fala ocorrendo à troca de fonemas e sons errados, basicamente as dislalias serão de evolução, pois a criança está em desenvolvimento.

As dislalias são muito freqüentes na infância, sobretudo nos primeiros anos escolares onde os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado, logo, com o ensino, desaparecem rapidamente, caso contrário deverá ser considerada como patológicas. Os sintomas da dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas, essa troca de fonemas (sons das letras) pode afetar também a escrita.

CLASSIFICAÇÃO DAS DISLALIAS

As dificuldades na articulação são próprias da constituição, do lugar (meio) e do modo de pronúncia e não do idioma ou da raça. Segundo o ponto de vista fonoaudiológico a dislalia é classificada em: dislalia fonética e dislalia fonológica.

Dislalia fonética: seriam as dislalias de caráter de realização articulatória e seus processos fisiológicos. Uma questão funcional de limitação dos processos articulatórios.

Exemplo: o som da fala materialmente: máquina/ mánica, tomei/ omei

Dislalia fonológica: seriam as de caráter cognitivo-linguísticos e seus processos no estabelecimento de um sistema de sons fonêmicos e na forma apropriada de usá-los dentro de um contexto. Uma questão orgânica.

Exemplo: bem; cem; tem; quem; nem fonemas b, s, t, k, n

CONSIDERAÇÕES RELEVANTES

Nos diagnósticos, durante os anos iniciais escolares, é muito importante que os pais e professores fiquem atentos às dificuldades de comunicação da criança. A dislalia pode ser terminal ou pode evoluir, prejudicando a aprendizagem futura da leitura escrita. Existem outras dificuldades de linguagem oral que estão relacionadas ao emocional, às carências afetivas e também como dentes de leite nascendo, ou caindo, oclusão mandibular, todas fazem oposição nessa fase de aquisição da linguagem.

CONCLUSÃO

As relações Pensamento-Linguagem podem estar íntegras para o falante, mas a fala terá que ser interpretada pelo ouvinte que recebe a linguagem do dislálico, ou seja, uma linguagem em desequilíbrio, onde a forma não corresponde ao conteúdo, onde o signo não é plenamente convencionado no código que ambos usam.

DEFINIÇÃO DE DISPRAXIA

O conceito de dispraxia , como de todas as alterações funcionais ou lesionais, inicia pelo entendimento da função “Normal”. A função normal, a praxia é a capacidade que o individuo tem de realizar um ato motor mais ou menos complexo,anteriormente aprendido, de forma voluntária, ou seja sob ordem.

Piaget (1975) considera que a praxia trata de sistemas de movimentos e não de um ato motor simples, são sistemas coordenados em função de um resultado ou de uma intenção. São sistemas que vão se organizando, na criança, a partir da experimentação, da repetição de gestos, que também se organizam a partir do meio onde estão inseridos, sem dúvida, a intenção é fundamental na execução do movimento.

O potencial cognitivo é fundamental para a atividade práxica, sendo responsável pelo resultado motor, que foi capaz de construir e que ao mesmo tempo passa a ser a expressão da inteligência.

Então, sob o ponto de vista do desenvolvimento da aprendizagem a operação inversa da praxia é a Dispraxia, ou seja, sistemas não coordenados de ação, em razão de gestos que não se realizam ou de intenções que não se objetivam no plano da realidade: lentidão, interrupções,distorções, impedimentos na realização de movimentos ligados a estresse físico, emocional ou ambiental.

Em termos de aprendizagem formal as dispraxias se traduzem em Disgrafias, com estas manifestações atípicas agora ligadas ao ato gráfico “em um ciclo de elos partidos” que geram conflitos cada vez mais abrangentes na personalidade como um todo.

DISGRAFIA

As experiências de fracasso ao escrever, ou disgrafia, acumulam-se gradativamente, acabando por gerar sofrimento, inibição e fragilidade nas relações de aprendizado, trabalho e convívio social.

Elas se revelam por sintomas como recusa na realização de temas e trabalhos escolares, estresse pessoal e familiar na hora do estudo, cadernos incompletos e com muita rasura, desatenção ao professor, letra ilegível, pressão excessiva no traçado, lentidão, morosidade (tardes inteiras para realizar o tema) e repetência de series escolares.

AVALIAÇÃO DA DISGRAFIA

Mark Selikowitz (2001) registra a escassez de instrumentos que avaliem os aspectos práxicos da escrita, em contraste com a multiplicidade de pesquisas em leitura e ortografia. Novos ângulos de investigação e estratégias estão sendo explorados e foi justamente esta lacuna que propiciou a criação do mapeamento da dor gráfica, um instrumento que objetiva a expressão simbólica dos sintomas do paciente. Percebidos por meio da reflexão subjetiva sobre a ação de escrever, estes sentimentos são representados em associação cor-signo-sintoma e pintados com lápis de cor no corpo do mapeamento com base em códigos preestabelecidos.

FINALIZANDO

É necessário fazer sempre uma recapitulação do entendimento do processo da criança dispráxica ou com transtorno da sua operatividade, para que possamos entender suas diferentes proposições terapêuticas. A noção de educação do esquema corporal está na base de toda a possibilidade motora da criança dita dispráxica e pressupõe um trabalho no sentido de organizar a percepção e o controle de cada parte do corpo, das relações entre elas e da noção global do esquema corporal. Proporcionar um equilíbrio postural econômico, uma lateralidade bem definida, alem da possibilidade de,agindo sobre os impulsos e inibições, proporcionar adequado controle tônico.

REFLEXÃO

A ciência ainda não oferece muito em termos de tratamento médico para as dificuldades de aprendizagem como um todo, mas a longa experiência tem mostrado que a modificação no ambiente pode fazer uma diferença impressionante no progresso educacional de uma criança.

BIBLIOGRAFIA

ROTTA, NewraTellechea. Distúrbios de Linguagem. Cap.15.

LEONHARDT, Dalva Rigon. Distúrbios de Linguagem. Cap.16.

CORINNE, Smith. LISA, Strick. Dificuldades de Aprendizagem de A a Z.

ISSLER, Solange. Articulação e Linguagem.

JORGE, Perelló. Transtornos da Fala. 239p.

FINALIZANDO

É necessário fazer sempre uma recapitulação do entendimento do processo da criança dispráxica ou com transtorno da sua operatividade, para que possamos entender suas diferentes proposições terapêuticas. A noção de educação do esquema corporal está na base de toda a possibilidade motora da criança dita dispráxica e pressupõe um trabalho no sentido de organizar a percepção e o controle de cada parte do corpo, das relações entre elas e da noção global do esquema corporal. Proporcionar um equilíbrio postural econômico, uma lateralidade bem definida, alem da possibilidade de,agindo sobre os impulsos e inibições, proporcionar adequado controle tônico.

REFLEXÃO

A ciência ainda não oferece muito em termos de tratamento médico para as dificuldades de aprendizagem como um todo, mas a longa experiência tem mostrado que a modificação no ambiente pode fazer uma diferença impressionante no progresso educacional de uma criança.

BIBLIOGRAFIA

ROTTA, NewraTellechea. Distúrbios de Linguagem. Cap.15.

LEONHARDT, Dalva Rigon. Distúrbios de Linguagem. Cap.16.

CORINNE, Smith. LISA, Strick. Dificuldades de Aprendizagem de A a Z.

ISSLER, Solange. Articulação e Linguagem.

JORGE, Perelló. Transtornos da Fala. 239p.

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